O verão já se instalou e o uso das piscinas nos condomínios é comum e bastante atrativo. Mas para que o divertimento se mantenha e a piscina não se transforme em palco de acidentes, há que garantir manutenção, observação e cuidado.

Recomenda-se que os condomínios que disponibilizem este tipo de instalações aprovem regras de conduta nos respetivos regulamentos de condomínio.

Devem, pois, ser aprovadas disposições que contemplem normas sobre o acesso à piscina (se é exclusiva aos condóminos ou se pode ser frequentada por familiares e amigos), a possibilidade de cedência das instalações para a celebração de eventos (festas de aniversário), horários de acesso às instalações (pode ser vedado o acesso em determinados dias ou horas para manutenção) e regras de conduta (higiene e vigilância).

É também preciso ter atenção redobrada com as crianças, pois a possibilidade de afogamento é real e de acordo com as estatística da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) a segunda causa de morte de crianças em Portugal.

O administrador de condomínios com piscina deve estar atento e sensibilizado para com as atitudes que nunca se devem adotar durante a utilização de uma piscina e eventualmente ter a capacidade de orientar condóminos que a utilizam, nomeadamente acompanhantes de crianças.

Confira aqui algumas das ações a banir:

  • Não deixar as crianças correr à volta da piscina. Desta forma, evitam-se quedas que se podem revelar graves;
  • Proibir, sem exceções, os empurrões e mergulhos aparatosos para a água;
  • Desencorajar gritos que podem dificultar a perceção de um pedido de ajuda e impedir um salvamento oportuno;
  • Evitar a utilização de boias e colchões, pois podem virar ou romper-se e originar situações de perigo;
  • Nunca entrar dentro da piscina se houver tempestades ou trovoadas;
  • Não deixar brinquedos ou outros atrativos próximos da piscina ou dentro de água. Outras crianças podem vê-los e querer apanhá-los, caindo na piscina;
  • Não permitir brincadeiras perto de piscinas sem vedação. É aconselhável, terem uma barreira física com fecho automático de segurança que separe as piscinas das construções adjacentes ou jardim, para que se evitem quedas acidentais e possíveis afogamentos;
  • Não imergir completamente as crianças, especialmente se ainda não tiverem aprendido a controlar a respiração;
  • Não utilizar flutuadores ou braçadeiras nas crianças que não estejam devidamente homologadas de acordo com as normas europeias;
  • Nunca deixar as crianças nas piscinas sem a supervisão de um adulto;
  • Desencoraje brincadeiras com os equipamentos elétricos da piscina (botões, chaves e orifícios). Estes devem estar adequadamente protegidos por sistemas de corte e fora do alcance das crianças;