Para gerir as suas finanças familiares tem que ter uma noção muito clara de qual o seu orçamento mensal e equilibrá-lo com as despesas que tem ou que pensa que poderá vir a ter. Pois bem, num condomínio a coisa passa-se mais ou menos da mesma forma. São os moradores que têm a função de fazer este equilíbrio entre receitas e despesas. Vejamos:

1-Porque tenho que pagar quotas?

As quotas não foram pensadas só para lhe arranjar mais uma despesa no final de cada mês. Imagine esta situação: 

“O vizinho do 3º Dto. emigrou e deixou de pagar a respetiva quota de condomínio durante um ano. Agora, o portão da garagem avariou. Estamos em pleno inverno, e agora ninguém consegue entrar ou sair do prédio com os carros. O administrador verifica que devido à falta de pagamento das quotas do vizinho do 3º Dto., as restantes apenas cobrem as despesas mensais do edifício, não havendo margem para qualquer despesa extra!”

Este é apenas um exemplo do que poderá acontecer caso alguns condóminos não cumpram com as suas obrigações.

As quotas são o lado positivo do orçamento do prédio que provêm dos condóminos e que servem para fazer face a despesas e acima de tudo para manter o bom funcionamento do edifício. São definidas de acordo com a permilagem, ou seja, tipicamente os apartamentos maiores pagam mais quota ou caso o condomínio assim o decida, também se podem pagar em partes iguais. 

Inerente ao valor da quota deve estar sempre o Fundo Comum de Reserva (uma espécie de poupança para acudir a situações inesperadas como as do exemplo) para o qual estão reservados no mínimo, 10% do valor da quota. Assuma que esta percentagem tem por objetivo principal a conservação do edifício a médio prazo, e que apesar de corresponder a uma despesa no presente irá colher os benefícios no futuro próximo.

2-Como calcular as quotas?

Para definir o valor da quota total tem de saber quais as despesas do prédio. Quando construir o mapa do Orçamento do seu condomínio descrimine ao máximo todas as despesas esperadas, mas também as receitas como por exemplo quotas, juros de aplicações de poupanças, arrendamento de espaços comuns, etc. Desta forma, tornará a gestão financeira do condomínio mais transparente.


Tabela

Note que, no nosso exemplo colocámos o Fundo Comum de Reserva do lado das saídas. Ou seja, some todas as despesas que o seu prédio tem ou pode vir a ter e acrescente 10%. Assuma que este montante é algo que deve ser colocado de parte numa perspetiva de necessidade futura.
E tenha em mente que tal como diz o ditado “a poupar se gasta e, a gastar se poupa”.

3 - Como ajustar ou pagar menos quotas?

Independentemente do saldo final do seu orçamento a nossa recomendação é a de que o responsável pelo condomínio atue de forma transversal e em simultâneo em 3 áreas, tentando ser dinâmico e promotor do consenso em redor das suas propostas.

Consulte aqui alguns exemplos do que poderá fazer para melhor ajustar ou até diminuir as quotas de condomínio.


Infografia quotas

4-Previna o futuro do seu prédio

Apesar da fraca fiscalização existente de uma forma geral sobre os condomínios, e especificamente sobre a existência ou não do fundo comum de reserva, evite situações inesperadas.

Por exemplo, se tiver de substituir um elevador imagine que tem de suportar um custo total de €20.000. Faça cenários para vários anos e veja quando pode fazê-lo e quanto tem de juntar por mês até lá. Para 5 anos implica que o prédio tem de juntar cerca de €300/ mês. Se tiver 6 condóminos isso significa um ajuste de €50/ mês adicionais para além da quota normal. Este é um exemplo de uma despesa tipicamente mais cara que um prédio pode incorrer. Pense em outros casos como a pintura e/ou impermeabilização do seu prédio. É cada vez mais acessível a solicitação de orçamentos para os mais variados tipos de intervenção.

Temos consciência de que cada caso é um caso, mas crie um pé-de-meia para o seu prédio e consulte os descontos que pode ter com as nossas parcerias. 

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