Todos os condomínios devem ter algum dinheiro de parte para aquelas obras que são obrigatórias por lei, como a pintura do prédio ou a manutenção dos elevadores.

Contudo, muitas são as dúvidas e incertezas quando se fala de tais economias. Com certeza que já lhe passou pela cabeça fazer algo mais pelas poupanças do seu condomínio, mas como geri-las da melhor forma? E se por acaso, essas mesmas poupanças já estiverem aplicadas numa conta condomínio, mas os juros são tão baixos e as comissões de manutenção tão altas que, no final do ano, o pouco que se podia conseguir amealhar já foi ‘devorado’ pelo próprio banco?

Se o seu condomínio já tiver alguma quantia acumulada, não a deixe parada à espera que seja altura de pintar o prédio. Rentabilize a poupança em aplicações a prazo. Mas mantenha sempre algum dinheiro numa conta à ordem para a gestão do dia a dia.

Para o ajudar a escolher a melhor aplicação a prazo para o seu condomínio, disponibilizamos-lhe um simulador para diferentes prazos e montantes de subscrição.

Depois de projetar o cenário mais eficiente para o seu condomínio, fique também a conhecer as nossas Escolhas Acertadas e todos os protocolos de que vai poder beneficiar ao tornar-se nosso associado.

1 - O meu condomínio não tem um pé-de-meia... é obrigatório?

Pé-de-meia

De acordo com a lei, todos os condomínios devem ter um Fundo comum de reserva.  

A lei estipula uma contribuição mínima de 10%, ou seja, se o condómino paga, por exemplo, 20 euros de quota mensal, deverá contribuir com mais 2 euros para o Fundo comum de reserva. O condomínio pode, no entanto, decidir amealhar mais. Aliás, se tal for possível, é aconselhável que o faça.

O dinheiro acumulado nesse fundo destina-se ao pagamento de obras de conservação dos espaços comuns do prédio. As obras de conservação são as destinadas a manter o prédio nas suas condições iniciais , por ex. as obrigatórias por lei a cada 8 anos, como a pintura do prédio.

2- O meu condomínio até tem poupanças, mas não sei como geri-las...

Para começar, pode seguir estas três orientações-chave. É muito simples. Imagine que tem de repartir o dinheiro que recebe das quotas por três mealheiros.


Mealheiro nº 1

Mealheiro

Escolha uma conta à ordem. Aí deve deixar o montante suficiente para pagar as despesas correntes (água, luz, empregada de limpeza). 

Saiba qual a conta à ordem mais barata para o seu condomínio, utilizando o nosso simulador, qual a conta à ordem mais barata para o seu condomínio, e pague zero euros pela manutenção e movimentação da conta caso adira ao nosso protocolo com o banco ABANCA, caso escolha ser nosso associado. 


Mealheiro nº 2

Mealheiro

Opte por um depósito de curto prazo (6 meses a 12 meses). Coloque neste mealheiro algum dinheiro para despesas extraordinárias, como por exemplo a resolução de casos litigiosos ou reparações urgentes. 

E qual será o depósito a curto prazo mais vantajoso? Simule já a melhor taxa com a nossa ajuda!


Mealheiro 3 

Mealheiro

Escolha a melhor aplicação a prazo (1 a 5 anos). Coloque aí o Fundo comum de reserva, ou seja, no mínimo 10% das quotas. 

Este dinheiro destina-se ao pagamento de obras de conservação, como a pintura do prédio. Não se esqueça, só escolhendo o banco certo, poderá rentabilizar as poupanças do seu condomínio da melhor forma. 

Simule e verifique qual a melhor solução para um prazo mais alargado! 

3- O pé-de-meia do nosso prédio está numa conta poupança condomínio, mas o juro é muito baixo...

As contas poupança condomínio quando possuíam benefícios fiscais associados eram soluções mais atrativas. Mas desde que os perderam, em 2002, estas contas deixaram de o ser: as remunerações que oferecem são, geralmente, mais baixas perante outras alternativas, além de imporem algumas restrições à movimentação do dinheiro.

Neste momento, consideramos que existem apenas dois aspetos positivos neste tipo de contas poupança. Uma é garantir que o dinheiro apenas é levantado para o pagamento de obras. O que só o pode fazer através de cheque ou ordem de pagamento às empresas envolvidas. Esta é uma forma de proteger o condomínio contra um mau uso da poupança de todos. A outra é o facto de estas contas permitirem que as poupanças do condomínio não estejam paradas sem renderem nada, ainda que o juro seja baixo.

4-Quero rentabilizar a poupança do meu condomínio. Qual a melhor solução?

Planta

De um modo geral, consideramos que os depósitos a prazo são a solução mais vantajosa para a aplicação das poupanças do condomínio. Além de oferecerem melhores taxas de remuneração, permitem ao condomínio escolher as condições em que é possível levantar o dinheiro, algo que não acontece com as contas poupança condomínio.

Na seleção de uma aplicação a prazo, tenha também em conta os custos das contas à ordem (manutenção, cartão de débito, custos de transferências). Coloque, por exemplo, em cima da mesa a possibilidade de o banco não cobrar ao condomínio os custos de manutenção da conta à ordem. Saiba que um condomínio, enquanto entidade equiparada a pessoa coletiva, pode subscrever, na generalidade dos bancos existentes no mercado, depósitos a prazo para empresas.

Nas contas poupança condomínio apenas é possível levantar o dinheiro para o pagamento de obras.

Nesta situação, imagine o cenário em que subscreveu uma conta poupança condomínio e o banco aumenta os custos associados à conta à ordem. Mesmo que queira, não pode levantar o dinheiro. Teria sempre de justificá-lo com o pagamento de uma obra.

Prós e contras de cada aplicação a prazo

Tabela


A DECO defende:

Tendo em vista que os benefícios fiscais associados às contas poupança condomínio foram retirados em 2002, deixando estas de ser vantajosas, a DECO há muito defende que o Banco de Portugal deve promover a flexibilização das condições de mobilização para que os condomínios apliquem as suas poupanças em produtos mais rentáveis. Isto implica a possibilidade de movimentar o dinheiro acumulado antes do prazo assim como poder utilizá-lo da forma mais adequada ao condomínio.

5- Enquanto administrador preciso de consultar os outros condóminos antes de aplicar o dinheiro?

Sim, antes de susbscrever uma conta poupança condomínio o administrador tem de obter a aprovação, por maioria simples, da assembleia de condóminos. O mesmo se aplica às aplicações a prazo. Sugerimos, que tenha sempre consigo a ata da assembleia com a decisão.

Os bancos exigem, aliás, cópia da ata da assembleia onde se decidiu a subscrição dos produtos de poupança.

6 - Vídeo

Descubra neste vídeo os conselhos do nosso economista para rentabilizar as poupanças do seu condomínio. 

A ter em conta

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